Quem me conhece bem, sabe que adoro esta frase.
E esta frase vem deste belo poema de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Descobri-a através da minha amiga Ana Paleta, de quem tenho saudades de abraçar e de
ter uma boa conversa até de madrugada...
Gosto dela porque considero que estamos permanentemente a "acrescentarmo-nos", não
só com o que vemos mas com tudo o que os nossos sentidos nos permitem alcançar.
E, é claro, as viagens são uma forma fantástica de colocarmos esta bela frase em prática.
Carpe Diem! Acrescentemo-nos!!!
Poema
A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
Sophia de Mello Breyner Andresen
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